A humanidade vem parindo desde os primórdios da
sua existência. São muitas as divindades multicuturalmente relacionadas à
concepção e à gravidez. O homem precisou evoluir muito em sua ciência e
medicina para chegar a explicar o milagre da gestação e foram muitas as teorias
que procuravam explicá-la. Qual seria a origem desse novo ser? Qual o papel do
homem na fecundação? Como é possível a um indivíduo gerar outro ser que ao
nascer se torna um indivíduo sistematicamente independente?
Essas perguntas reverberaram em minha mente durante a evolução desse blog. E há ainda uma outra mais específica: qual a relação da bioquímica na gestação e no pré-natal?
A resposta agora se evidencia por completo: a bioquímica determina todas as fases do processo de concepção. Deste a atração sentida pelos dois indivíduos, pela atividade de feromônios e hormônios sexuais. A produção dos gametas e alterações fisiológicas no corpo materno para a recepção do blastocisto são também comandadas bioquimicamente. A adaptação ao útero, a especificação dos tecidos, a correta evolução dos membros e sistemas do embrião, o desenvolvimento do feto e, obviamente, as mudanças fisiológicas na mãe que garantam a funcionalidade e NATURALIDADE do parto. Logo, a bioquímica é a essência da gravidez.
É interessante pensar assim neste momento de reflexão, porque inicialmente, quando recebi a incumbência de manter um periódico sobre o assunto, o que me veio logo à cabeça foi lidar com os possíveis problemas fetais, minimizar defeitos congênitos, evitar genéticas problemáticas, prever complicações e otimizar o nascimento do feto que está por vir. Agora, entretanto, depois de perceber a dinâmica do nascimento e a naturalidade da evolução fetal, vejo a gravidez com outros olhos. É evidente que assistir ao documentário “O RENASCIMENTO DO PARTO” fez de mim um ser humano mais sensível ao momento da concepção.
É preciso compreender a naturalidade do processo gestacional. Perceber a perfeição com que a máquina humana se faz e se replica me leva a pensar que o parto não é uma problema, não é uma doença, não é motivo de hospitalização ou de procedimentos cirúrgicos e não deveria causar tamanho receio por parte da sociedade. Afinal, parir é parte na natureza humana. Assim, para encerrar de modo muito suave essas postagens, apresento abaixo um link para um pequeno documentário sobre o “PARTO HUMANIZADO”, visualização que sugiro a todos, profissionais de saúde ou não, para nos fazer (re)pensar nosso convívio com a gestação.
Essas perguntas reverberaram em minha mente durante a evolução desse blog. E há ainda uma outra mais específica: qual a relação da bioquímica na gestação e no pré-natal?
A resposta agora se evidencia por completo: a bioquímica determina todas as fases do processo de concepção. Deste a atração sentida pelos dois indivíduos, pela atividade de feromônios e hormônios sexuais. A produção dos gametas e alterações fisiológicas no corpo materno para a recepção do blastocisto são também comandadas bioquimicamente. A adaptação ao útero, a especificação dos tecidos, a correta evolução dos membros e sistemas do embrião, o desenvolvimento do feto e, obviamente, as mudanças fisiológicas na mãe que garantam a funcionalidade e NATURALIDADE do parto. Logo, a bioquímica é a essência da gravidez.
É interessante pensar assim neste momento de reflexão, porque inicialmente, quando recebi a incumbência de manter um periódico sobre o assunto, o que me veio logo à cabeça foi lidar com os possíveis problemas fetais, minimizar defeitos congênitos, evitar genéticas problemáticas, prever complicações e otimizar o nascimento do feto que está por vir. Agora, entretanto, depois de perceber a dinâmica do nascimento e a naturalidade da evolução fetal, vejo a gravidez com outros olhos. É evidente que assistir ao documentário “O RENASCIMENTO DO PARTO” fez de mim um ser humano mais sensível ao momento da concepção.
É preciso compreender a naturalidade do processo gestacional. Perceber a perfeição com que a máquina humana se faz e se replica me leva a pensar que o parto não é uma problema, não é uma doença, não é motivo de hospitalização ou de procedimentos cirúrgicos e não deveria causar tamanho receio por parte da sociedade. Afinal, parir é parte na natureza humana. Assim, para encerrar de modo muito suave essas postagens, apresento abaixo um link para um pequeno documentário sobre o “PARTO HUMANIZADO”, visualização que sugiro a todos, profissionais de saúde ou não, para nos fazer (re)pensar nosso convívio com a gestação.
Você sabe o que é parto humanizado?
Renascimento do Parto - Trailer
Abraços a todos,
Elo Cunha
A humanização do parto não significa mais uma nova técnica ou mais conhecimento, mas, sim, o respeito à fisiologia do parto e à mulher. Muitos hospitais e serviços médicos ignoram as regulamentações exigidas pela Organização Mundial de Saúde e Ministério da Saúde, seja por querer todo o controle da situação do parto, por conveniência dos hospitais em desocupar leitos mais rápido ou por comodidade de médicos e mulheres em que no mundo atual não se pode perder muito tempo. Mas a ciência vem comprovando que o excesso de intervenções tecnológicas durante o parto pode não ser tão seguro em partos de baixo risco. Já se provou que as parteiras são mais seguras que os médicos nos nascimentos de baixo risco, e que neste mesmo nascimento de baixo risco o parto domiciliar ou em Casas de Parto são tão seguros quanto os realizados nos hospitais e maternidades, com a vantagem de não realizarem tantas intervenções, pois o parto é mais natural. Para demonstrar a visão do parto humanizado, selecionei um vídeo de pouca duração com o intuito de acrescentar mais informações ao tema.
ResponderExcluirhttps://www.youtube.com/watch?v=_7oG9g-yFcM
Uma importante questão a ser esclarecida é que o termo "Parto humanizado" não pode ser entendido como um "tipo de parto", onde alguns detalhes externos o definem como tal, como o uso da água ou a posição, a intensidade da luz, a presença do acompanhante ou qualquer outra variável. A Humanização do parto é um processo e não um produto que nos é entregue pronto.
ResponderExcluirAcredito que estamos a caminho de tornar cada vez mais humano este processo, isto é, tornar cada vez mais consciente a importância de um processo que para a humanidade sempre foi instintivo e natural e que por algumas décadas tentamos interfirir mecanicamente, ao hospitalizarmos o nascimento e querer enquadrar e mecanizar em um formato único as mulheres e o evento parto.
O termo “humanização” carrega em si interpretações diversas. A qualidade de “humano” em nossa cultura quase sempre se refere à idéia arraigada na moral cristã de ser bom, dócil, empático, amável e de ajudar o próximo. Nesse contexto, retirar a mulher de seu “sofrimento” e “acelerar” o parto através de medicações e de manobras técnicas ou cirúrgicas e é uma tarefa nobre da medicina obstétrica e assim vem sendo cumprida.
Mas há um porém neste tipo de intervenção. Um olhar mais atento na prática atual da assistência ao parto revela uma enorme contradição entre as intervenções técnicas ou cirúrgicas e as suas conseqüências no processo fisiológico do parto e na saúde física e emocional da mãe e do bebê. Um olhar ainda mais atento nos processos culturais, emocionais, psíquicos e espirituais envolvidos no parto revelam novos e norteadores horizontes, tal qual a importância, para mãe e filho, de vivenciar integralmente a experiência do parto natural.
A qualidade de humano que se quer aqui revelar envolve os processos inerentes ao ser humano, os processos pertinentes ao ciclo vital e a gama de sentimentos e transformações que a acompanham. O processo de nascimento, as passagens para a vida adolescente e adulta, a vivência da gravidez, do parto, da maternidade, da dor, da morte e da separação são experiências que inevitavelmente acompanham a existência humana e por isso devem ser consideradas e respeitadas no desenrolar de um evento natural e completo como é o parto. Muitas e muitas mulheres ao relatarem seus partos via cesariana mostram a frustração de não terem parido naturalmente, com as próprias forças, os seus filhos. Querem e precisam vivenciar o nascimento de seus filhos de forma ativa, participativa, inteira. Viver os processos naturais e humanos por inteiro muitas vezes envolve dor, incômodo, conflito, medo. Mas são estes mesmo os “portais” para a transição, para o crescimento, para o desenvolvimento e amadurecimento humano.
A humanização proposta pela ‘humanização do parto’ entende a gestação e o parto como eventos fisiológicos perfeitos (onde apenas 15 a 20% das gestantes apresentam adoecimento neste período necessitando cuidados especiais), cabendo a obstetrícia apenas acompanhar o processo e não interferir buscando ‘aperfeiçoá-lo’.
Humanizar é acreditar na fisiologia da gestação e do parto.
Humanizar é respeitar esta fisiologia, e apenas acompanhá-la.
Humanizar é perceber, refletir e respeitar os diversos aspectos culturais, individuais, psíquicos e emocionais da mulher e de sua família.
Humanizar é devolver o protagonismo do parto à mulher.
É garantir-lhe o direito de conhecimento e escolha.
Fonte:http://www.despertardoparto.com.br/parto-humanizado---o-que-eacute.html
Michel Odent, o médico francês defensor do parto normal, está fazendo uma pesquisa em Málaga, na Espanha, para testar se a exposição à forma sintética do hormônio da ocitocina durante o trabalho de parto pode ser um fator de risco para o autismo. Parece que a ocitocina sintética pode atravessar a placenta, chegar até o bebê e atingir sua circulação. E quando chega ao cérebro dele, pode interferir no desenvolvimento, em particular do sistema de ocitocina do feto e isso pode causar problemas para sintetizar ocitocina. A ocitocina contrai o útero, possibilitando o nascimento do bebê e a saída da placenta. Por isso é o hormônio mais importante para o nascimento. Além disso, é ela a responsável por contrair os dutos mamários para que o leite seja liberado. O hormônio permite que o útero seja contraído também durante o orgasmo. E a ocitocina é responsável até pela ejaculação, já que ela manda uma mensagem para a próstata e vesícula seminal para que se contraiam. Tudo isso é a função mecânica da ocitocina. Além dessa função mecânica, fica claro que qualquer que seja a faceta do amor, a ocitocina está sempre envolvida. Nada melhor que deixar que tudo, inclusive o amor da mãe para com seu bebê, flua naturalmente e não sinteticamente.
ResponderExcluirFonte: http://www.paisefilhos.com.br/
Humanizar o parto é dar liberdade às escolhas da mulher, prestar um atendimento focado em suas necessidades, e não em crenças e mitos. O médico deve mostrar todas as opções que a mulher tem de escolha baseado na história do pré-natal e desenvolvimento fetal e acompanhar essas escolhas, intervindo o menos possível. Isso não significa que o parto cesárea ou com intervenção médica não possa ser humanizado. O parto cesárea existe para salvar vidas, mas não deve ser a grande maioria dos partos como acontece hoje e sim como em último caso. Isso também deveria acontecer com as intervenções médicas que somente devem ser aplicadas quando necessárias ou quando de escolha da mulher se bem orientada quanto a essas intervenções. O Parto Humanizado significa direcionar toda atenção às necessidades da mulher e dar-lhe o controle da situação na hora do nascimento, mostrando as opções de escolha baseados na ciência e nos direitos que tem.
ResponderExcluir