domingo, 15 de junho de 2014

Exames e mais exames

EXAMES E MAIS EXAMES


Agora que descobrimos a gravidez e já nos preocupamos com a ingestão de ácido fólico, seu médico vai, certamente, solicitar que você faça uma bateria de exames. Nem sempre as mamães se preocupam em conhecer os resultados de seus próprios exames, deixando a cargo do profissional de saúde a interpretação desses. Mas para aquelas com maior curiosidade, segue abaixo a lista com alguns exames iniciais, os objetivos desses e os valores para a interpretação.


Hemograma completo

O que o exame indica:

O hemograma é a avaliação de todos os compostos presentes no sangue, como a série vermelha (dos glóbulos vermelhos), série branca (dos glóbulos brancos) e plaquetas. Os primeiros são importantes para avaliar se a gestante está com anemia. As grávidas são mais propensas ao problema, pois há um aumento de 50% do sangue, portanto o ferro se dilui. Além disso, a análise das plaquetas indica como está a coagulação e os glóbulos brancos ajudam a identificar como está o sistema imunológico e se há algum infecção dentro do corpo.

Quando é feito:

O exame sempre é pedido na primeira consulta da gestação, podendo ser repetido no segundo ou no terceiro trimestre de acordo com a conduta do obstetra.

Resultados normais:
Hemácias - 3.800.000 a 5.200.000/mm3
Hemoglobina - 12.0 a 16.0 g/dl
Global de Leucócitos - 4.000 a 11.000 /mm3
Plaquetas - 140.000 a 450.000/mm3 

Glicemia

O que o exame indica:

O exame de glicemia de jejum indica a quantidade de glicose presente no sangue. Quando as taxas estão acima do normal, o médico pode suspeitar do quadro de diabetes gestacional, que torna a gravidez mais arriscada, podendo causar problemas de saúde no feto. "A queda da glicemia também pode trazer riscos para a gestante e o nenê, mas devido a seu tipo de sintomatologia é mais rapidamente diagnosticado e tratado".  Os sintomas de queda de glicemia na gestante incluem tontura, taquicardia, desmaio e sudorese.

Tipos:
Pode ser feita a glicemia de jejum, que contabiliza a quantidade de glicose no sangue quando não há ingestão de alimentos. Depois pode ser feita a curva glicêmica, que mede a quantidade de açúcar no sangue após duas horas de ingestão desse alimento.

Quando é feito:
Normalmente a glicemia é pedida junto com a primeira bateria de exames e a curva glicêmica é pedida no quinto mês.

Preparação:
O exame de glicemia de jejum pede a ausência de alimentação pelo mínimo de 8 horas. Já a curva glicêmica precisa da ingestão de açúcar duas horas antes do exame.

Resultados normais:
Glicemia de jejum: o normal é que esteja abaixo de 99 mg/dl
Curva glicêmica: os valores são abaixo de 92 mg/dl no primeiro exame, menos de 180 mg/dl após uma hora e menor que 153 mg/dl depois de duas horas 

Sistema ABO e fator Rh

O que o exame indica:

Esse procedimento indica qual o tipo de sangue da mãe. Saber o sistema ABO ajuda em possíveis transfusões sanguíneas. Já o fator Rh é mais importante: "Mães que sejam fator negativo e têm bebês com fator positivo podem obter um quadro chamado eritoblastose fetal. No parto, quando os sangues entram em contato, são formados anticorpos anti-Rh no corpo da mãe, que podem destruir as hemácias do próximo bebê Rh+ que ela tiver", ensina Fabio Rosito, especialista em Ginecologia e Obstetrícia e diretor de Novos Negócios e Alta Tecnologia em SalomãoZoppi Diagnósticos. Para evitar que isso aconteça, é ministrado um medicamento após o parto que impede que esses anticorpos se formem.

Quando é feito:
O exame é pedido na primeira consulta pré-natal e não há necessidade de ser repetido. 

Sorologia para HIV e VDRL

O que os exames indicam:
O primeiro exame indica quando a mãe é soropositiva para HIV, ou seja, tem chances de desenvolver AIDS. Já o segundo mostra se a mãe está contaminada com a bactéria que causa sífilis. O exame é indicado para todas as gestantes, pois elas podem estar infectadas sem saberem e ambas as doenças podem prejudicar o feto. O HIV prejudica o sistema imunológico, já a sífilis congênita pode causar problemas no sistema nervoso central e coração, entre outros órgãos.

Quando é feito:
Sempre no início do pré-natal, para que, em caso positivo, o tratamento preventivo comece logo. 




A importância do Acido Fólico

            O ácido fólico é uma vitamina também conhecida como B9 que possui importante papel no desenvolvimento do feto nas primeiras semanas, pois participa na formação do tubo neural, que dará origem a todo o sistema nervoso do feto  atuando na prevenção de anomalias congênitas no primeiro trimestre da gestação. Ele é recomendado na prevenção primária da ocorrência de defeitos do fechamento do tubo neural, que entre os dias 18 e 26 do período embrionário transforma-se na espinha. Defeitos do tubo neural são malformações que ocorrem no início do desenvolvimento fetal, sendo os principais: anencefalia e espinha bífida. As doses diárias recomendadas são de 0,4 a 0,8 mg no período de no mínimo um mês antes da concepção até três meses ou 12 semanas de gravidez (1º trimestre).


             O principal problema desta prevenção reside no fato de cerca de metade das gestações não serem planejadas e, assim, quando as mulheres descobrem que estão grávidas já é tarde para se fazer a suplementação com o ácido fólico. Para resolver o problema, a partir de 2004, com a publicação da  Resolução - RDC nº 344, de 13 de dezembro de 2002, tanto as farinhas de trigo quanto as de milho vendidas no Brasil devem, por lei, ser enriquecidas com ferro e ácido fólico. Deste modo, Cada 100g de farinha de trigo e de milho deverá conter 4,2 mg de ferro e 150 mcg de ácido fólico. Com isso, as farinhas e produtos, como pães, macarrão, biscoitos, misturas para bolos e salgadinhos deverão apresentar maior quantidade de ferro e ácido fólico em sua formulação final.

             Para as futuras mamães, ou candidatas a gestantes, fica a dica a dica: o principal foco é que as mulheres em idade reprodutiva tenham uma alimentação balanceada que contenha alimentos ricos em ácido fólico. As principais fontes deste nutriente são as vísceras, o feijão e os vegetais de folhas verdes como o espinafre, aspargo e o brócolis, além de abacate, abóbora, carne de vaca, carne de porco, cenoura, couve, fígado, laranja, leite, maçã, milho, ovo e queijo.            O ácido fólico é uma vitamina também conhecida como B9 que possui importante papel no desenvolvimento do feto nas primeiras semanas, pois participa na formação do tubo neural, que dará origem a todo o sistema nervoso do feto  atuando na prevenção de anomalias congênitas no primeiro trimestre da gestação. Ele é recomendado na prevenção primária da ocorrência de defeitos do fechamento do tubo neural, que entre os dias 18 e 26 do período embrionário transforma-se na espinha. Defeitos do tubo neural são malformações que ocorrem no início do desenvolvimento fetal, sendo os principais: anencefalia e espinha bífida. As doses diárias recomendadas são de 0,4 a 0,8 mg no período de no mínimo um mês antes da concepção até três meses ou 12 semanas de gravidez (1º trimestre).


             O principal problema desta prevenção reside no fato de cerca de metade das gestações não serem planejadas e, assim, quando as mulheres descobrem que estão grávidas já é tarde para se fazer a suplementação com o ácido fólico. Para resolver o problema, a partir de 2004, com a publicação da  Resolução - RDC nº 344, de 13 de dezembro de 2002, tanto as farinhas de trigo quanto as de milho vendidas no Brasil devem, por lei, ser enriquecidas com ferro e ácido fólico. Deste modo, Cada 100g de farinha de trigo e de milho deverá conter 4,2 mg de ferro e 150 mcg de ácido fólico. Com isso, as farinhas e produtos, como pães, macarrão, biscoitos, misturas para bolos e salgadinhos deverão apresentar maior quantidade de ferro e ácido fólico em sua formulação final.

             Para as futuras mamães, ou candidatas a gestantes, fica a dica a dica: o principal foco é que as mulheres em idade reprodutiva tenham uma alimentação balanceada que contenha alimentos ricos em ácido fólico. As principais fontes deste nutriente são as vísceras, o feijão e os vegetais de folhas verdes como o espinafre, aspargo e o brócolis, além de abacate, abóbora, carne de vaca, carne de porco, cenoura, couve, fígado, laranja, leite, maçã, milho, ovo e queijo.

Descobrindo a gravidez

Dando início às postagens sobre a importância da bioquímica no pré-natal vamos ao principio de tudo. Aquele momento aflitivo, emocionante ou desesperador, em que sua namorada diz para você que está grávida. Sem dar muita atenção às modificações bioquímicas do impacto imediato dessa notícia, como pupilas dilatadas, adrenalina, liberação imediata de glicose circulante, o teste de gravidez é um exame que se faz necessário. Pode ser feito inicialmente com um teste de farmácia, ou com um exame de sangue.

Analisemos bioquimicamente o teste de gravidez. O teste mais comum que, ironicamente, leva o nome de DETECT-BABY, é um  é um teste de imunoensaio qualitativo in vitro de última geração para a determinação da gonadotrofina coriônica humana ßHCG na urina. Em outras palavras, são duas pequenas linhas sequenciais em um bastão de testes que contém uma membrana recoberta com anticorpos mono e policlonais e um absorvente contendo conjugado corante IgG monoclonal numa matriz protéica. O bastão de teste é selado num envelope. . A primeira linha se torna rosa na presença da urina, o que é um indicativo de que o teste funcionou adequadamente, a segunda irá adquirir coloração rosa se houver presença de  ßHCG. Então, se após dez minutos houver duas linhas de coloração rosa em seu bastão de testes, parabéns, vc vai ser papai.

Os testes de farmácia tem se tornado muito assertivos. Em estudos recentes realizados com 306 testes de marcas diversas verificou-se que o índice de falsos positivos é menor que 1%. Podendo ser utilizado de modo eficaz, de acordo com a bula, a partir de 24 horas após a concepção.

A gonadotrofina coriônica humana  (hCG) é uma glicoproteína hormonal produzida pelas células trofoblásticas sinciciais nos líquidos maternos. No início da gravidez, as concentrações de hCG no soro e na urina da mulher aumentam rapidamente, sendo por isso um bom marcador para testes de gravidez. Sete a dez dias após a concepção, a concentração de hCG alcança 25 mUI/mL e aumenta ao pico de 37 000-50 000 mUI/mL entre oito e onze semanas. É o único hormônio exclusivo da gravidez. Sua principal função é manter o corpo lúteo (corpo formado por uma deposição de lipídio no folículo do qual saiu o ovócito secundário para a ovulação). O corpo lúteo secreta dois hormônios: a Progesterona e o Estrógeno. A função da hCG é manter o corpo lúteo no ovário durante o primeiro trimestre da gestação. Garante a manutenção da gestação, inibindo a menstruação, e a ausência de uma nova ovulação. É um hormônio que pode ser doado a outras mulheres que estejam em tratamento para ter filhos, pois é essencial na fecundação.

Tendo detectado a presença do BHCG na urina, é hora de realizar um exame de sangue para avaliar o nível desse hormônio no sangue, o que vai nos apontar aproximadamente o tempo de gestação do seu bebê. Apesar da inúmeras controvérsias com relação a idade gestacional e o índice de  gonadotrofina no sangue, que varia de mulher para mulher, a tabela abaixo é a mais frequentemente utilizada para estabelecer uma idade aproximada de seu feto:

IDADE GESTACIONAL
2ª semana = 1,1 a 38,9 mU/ml
3ª semana = 39,0 a 444,1 mU/ml
4ª semana = 444,2 a 2.739,6 mU/ml
5ª semana = 3.000 a 5.900 mU/ml
6a semana = 6.000 a 19.000 mU/ml
7a semana - 20.000 a 49.000 mU/ml
"pico" da 8a a 10a semana 50.000 a 100.000 mU/ml 

Então, se você e sua namorada estão grávidos, aproveite para começar a encomendar fraldas e sapatinhos, pois quem não se comove com sapatinhos de bebê? Ainda que eles raramente sejam realmente utilizados.

Na próxima semana falaremos da importância do Ácido Fólico e depois explicaremos passo a passo os exames iniciais da nova gestante. Até lá.

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