EXAMES E MAIS EXAMES
Agora que descobrimos a gravidez e já nos preocupamos com a ingestão de ácido fólico, seu médico vai, certamente, solicitar que você faça uma bateria de exames. Nem sempre as mamães se preocupam em conhecer os resultados de seus próprios exames, deixando a cargo do profissional de saúde a interpretação desses. Mas para aquelas com maior curiosidade, segue abaixo a lista com alguns exames iniciais, os objetivos desses e os valores para a interpretação.
Hemograma completo
O que o exame indica:
O hemograma é a avaliação de todos os compostos presentes no sangue, como a série vermelha (dos glóbulos vermelhos), série branca (dos glóbulos brancos) e plaquetas. Os primeiros são importantes para avaliar se a gestante está com anemia. As grávidas são mais propensas ao problema, pois há um aumento de 50% do sangue, portanto o ferro se dilui. Além disso, a análise das plaquetas indica como está a coagulação e os glóbulos brancos ajudam a identificar como está o sistema imunológico e se há algum infecção dentro do corpo.
Quando é feito:
O exame sempre é pedido na primeira consulta da gestação, podendo ser repetido no segundo ou no terceiro trimestre de acordo com a conduta do obstetra.
Resultados normais:
Hemácias - 3.800.000 a 5.200.000/mm3
Hemoglobina - 12.0 a 16.0 g/dl
Global de Leucócitos - 4.000 a 11.000 /mm3
Plaquetas - 140.000 a 450.000/mm3
Glicemia
O que o exame indica:
O exame de glicemia de jejum indica a quantidade de glicose presente no sangue. Quando as taxas estão acima do normal, o médico pode suspeitar do quadro de diabetes gestacional, que torna a gravidez mais arriscada, podendo causar problemas de saúde no feto. "A queda da glicemia também pode trazer riscos para a gestante e o nenê, mas devido a seu tipo de sintomatologia é mais rapidamente diagnosticado e tratado". Os sintomas de queda de glicemia na gestante incluem tontura, taquicardia, desmaio e sudorese.
Tipos:
Pode ser feita a glicemia de jejum, que contabiliza a quantidade de glicose no sangue quando não há ingestão de alimentos. Depois pode ser feita a curva glicêmica, que mede a quantidade de açúcar no sangue após duas horas de ingestão desse alimento.
Quando é feito:
Normalmente a glicemia é pedida junto com a primeira bateria de exames e a curva glicêmica é pedida no quinto mês.
Preparação:
O exame de glicemia de jejum pede a ausência de alimentação pelo mínimo de 8 horas. Já a curva glicêmica precisa da ingestão de açúcar duas horas antes do exame.
Resultados normais:
Glicemia de jejum: o normal é que esteja abaixo de 99 mg/dl
Curva glicêmica: os valores são abaixo de 92 mg/dl no primeiro exame, menos de 180 mg/dl após uma hora e menor que 153 mg/dl depois de duas horas
Sistema ABO e fator Rh
O que o exame indica:
Esse procedimento indica qual o tipo de sangue da mãe. Saber o sistema ABO ajuda em possíveis transfusões sanguíneas. Já o fator Rh é mais importante: "Mães que sejam fator negativo e têm bebês com fator positivo podem obter um quadro chamado eritoblastose fetal. No parto, quando os sangues entram em contato, são formados anticorpos anti-Rh no corpo da mãe, que podem destruir as hemácias do próximo bebê Rh+ que ela tiver", ensina Fabio Rosito, especialista em Ginecologia e Obstetrícia e diretor de Novos Negócios e Alta Tecnologia em SalomãoZoppi Diagnósticos. Para evitar que isso aconteça, é ministrado um medicamento após o parto que impede que esses anticorpos se formem.
Quando é feito:
O exame é pedido na primeira consulta pré-natal e não há necessidade de ser repetido.
Sorologia para HIV e VDRL
O que os exames indicam:
O primeiro exame indica quando a mãe é soropositiva para HIV, ou seja, tem chances de desenvolver AIDS. Já o segundo mostra se a mãe está contaminada com a bactéria que causa sífilis. O exame é indicado para todas as gestantes, pois elas podem estar infectadas sem saberem e ambas as doenças podem prejudicar o feto. O HIV prejudica o sistema imunológico, já a sífilis congênita pode causar problemas no sistema nervoso central e coração, entre outros órgãos.
Quando é feito:
Sempre no início do pré-natal, para que, em caso positivo, o tratamento preventivo comece logo.
O primeiro exame indica quando a mãe é soropositiva para HIV, ou seja, tem chances de desenvolver AIDS. Já o segundo mostra se a mãe está contaminada com a bactéria que causa sífilis. O exame é indicado para todas as gestantes, pois elas podem estar infectadas sem saberem e ambas as doenças podem prejudicar o feto. O HIV prejudica o sistema imunológico, já a sífilis congênita pode causar problemas no sistema nervoso central e coração, entre outros órgãos.
Quando é feito:
Sempre no início do pré-natal, para que, em caso positivo, o tratamento preventivo comece logo.

